Estou na ponta da faca dos açogueiros da madrugada; no amor da mais insensível das prostitutas; no ator que não sabe mentir; no medo de altura do piloto; na timidez do presidente; da descrença do líder religioso; da rouquidão da cantora; na falta de talento para a natação do salva-vidas; num jogador burro; num economista que conta só até dez; num relógio que conta meses; numa anestesia malfadada que faz sentir tudo, até esse amor que sinto, incompreensível. Estou nisso tudo. E não existe. Estou no doce do Oceano Atlântico, na parafina do esquimó, na gaiatice do europeu; na honestidade do juiz. Estou ali, bem ali, pertinho. Sou a mosca morta ao teu pé. E nem tem pé. Que cai. Recai. Sou tudo que é invisível. Nada. Uma pessoa feliz com lapsos de depressão ou um ser depressivo com espaços curtos de sorrisos sinceros?

É só um tal de disse-num-disse(...)

Um comentário:
Nossa.. bem tocante esse texto amor
mas mto triste.
a frase q mais me chamou atenção foi essa: "até esse amor que sinto, incompreensível."
enfim, o texto é mto bom.. seu modo de escrever é lindo mas me passou mta tristeza!
te amo (saudadesdevc.com.br)
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